Depois de ver o carro, algumas pessoas decidem no mesmo dia. Outras precisam avaliar a troca, conversar com a família ou esperar uma informação da loja. Para o gestor, o tempo entre visita e compra ajuda a encontrar atrasos que a equipe pode resolver. Mas uma venda demorada não é, automaticamente, um atendimento ruim.
O primeiro cuidado é decidir o que conta como visita e o que conta como compra. A visita foi marcada ou realmente aconteceu? A compra é a proposta aceita ou a venda registrada como ganha no meuats? Use o mesmo critério em todos os negócios analisados. Caso contrário, dois vendedores podem registrar a mesma situação em datas diferentes e a média perderá sentido.

No meuats, o negócio registra a possível venda e passa pelas etapas do Funil, a visão que mostra seu andamento. A loja define as etapas. Se existe uma etapa “Visita realizada” e outra para o fechamento, o gestor pode acompanhar a passagem entre elas. Se a loja registra visitas apenas em notas ou atividades, pode ser necessário conferir caso a caso. Não trate “tempo entre visita e compra” como um botão ou indicador pronto sem verificar a configuração real.
O atendimento para lojas de veículos reúne a conversa, o andamento da venda e os próximos passos. O histórico ajuda a explicar por que uma compra levou mais tempo do que outra.
Em Relatórios, confira o período, os filtros e o tempo médio por etapa disponível para a operação. Esses números ajudam a localizar fases em que os negócios permanecem mais tempo. Eles não substituem, em todos os casos, o cálculo exato entre a data da visita e a data de cada venda. Quando a pergunta exigir esse intervalo específico, confira os registros dos negócios ou faça a conta a partir das datas que a equipe realmente anotou.

Uma média também pode esconder diferenças grandes. Se três vendas aconteceram em 1, 3 e 20 dias depois da visita, a última puxa a média para cima. Abra os casos antes de concluir que toda a equipe demora. Veja se houve avaliação de troca, falta de documentação, carro indisponível ou atraso em uma resposta prometida pela loja.
Uma pessoa pode ter pedido uma semana para decidir. Esse tempo faz parte da escolha dela. Outra pode estar esperando há três dias por uma informação que o vendedor prometeu enviar no dia seguinte. Os dois negócios têm demora, mas só o segundo mostra uma pendência da equipe.
Leia a conversa, as notas e as atividades, que são tarefas com prazo e responsável. Se o contato recebeu a proposta e combinou uma resposta futura, mantenha esse contexto visível. Se a equipe perdeu o prazo, corrija o atendimento e entenda por que a tarefa não foi cumprida. Não marque o negócio como perdido apenas para tirá-lo da lista de casos demorados.
Depois de revisar alguns negócios, escolha uma ação que corresponda ao problema. Se a demora está nas avaliações de usados, defina quem responde por elas. Se falta retorno após a visita, combine uma atividade clara antes de o contato sair da loja. Se o contato costuma pedir outra opção, registre melhor o carro procurado antes de marcar a visita.
Compare um novo período depois da mudança, com as mesmas definições de visita e compra. O objetivo é saber se a loja passou a responder melhor e a ajudar o contato a decidir, não pressionar a equipe a fechar negócios antes de uma decisão real.