O contato visitou a loja, viu dois carros e foi embora dizendo que vai conversar com a família. Para quem não estava presente, “cliente visitou” explica pouco. O registro precisa mostrar o que ele viu, o que decidiu e o que a loja combinou fazer depois. Assim, outro vendedor consegue continuar a conversa sem pedir que a pessoa conte tudo novamente.
Abra o negócio ligado àquela possível venda e confira o histórico da conversa. No meuats, o negócio reúne o andamento da compra, enquanto a conversa guarda as mensagens do WhatsApp. Registre os fatos da visita em uma nota curta: quais carros foram vistos, o que chamou a atenção do contato e quais dúvidas ficaram abertas.

Por exemplo: “Viu o hatch azul e o sedã branco. Gostou do espaço do sedã, mas quer comparar o custo de manutenção. Pediu os dados do sedã por WhatsApp até terça-feira.” Esse texto é mais útil que “visita boa” ou “contato quente”. Ele mostra a tarefa que ficou para a loja e evita que uma impressão pessoal vire informação sobre a decisão de compra.
Essa continuidade entre atendimento presencial e WhatsApp faz parte da organização do atendimento para lojas de veículos. O link entre conversa e negócio ajuda a equipe a encontrar o contexto quando o contato voltar a escrever.
Depois da visita, veja em que etapa o negócio está. A etapa é a coluna do Funil que indica o ponto da negociação. Se o contato apenas conheceu o carro, não marque proposta enviada. Se recebeu uma oferta e pediu tempo para decidir, talvez a etapa de proposta seja adequada, conforme as regras da loja. A visita, por si só, não significa que a venda avançou até o fechamento.

Quando a loja usa o Estoque no meuats, confira os carros registrados como itens de interesse — os veículos que a pessoa está avaliando. Retire opções que ela descartou e mantenha os carros que ainda considera. Isso evita que a próxima pessoa da equipe ofereça novamente um modelo rejeitado durante a visita.
Se a loja prometeu enviar uma informação ou ligar em determinada data, crie uma atividade com prazo e responsável. A nota explica o que ocorreu; a atividade ajuda a lembrar o que precisa ser feito. Por exemplo, “Enviar medidas do porta-malas do sedã até terça” é uma tarefa mais clara que “retornar contato”.
Antes de criar a atividade, veja se ela já existe. Se outra pessoa assumirá o caso, confira também quem aparece como responsável pelo negócio. Mudar a pessoa responsável pela tarefa e mudar quem cuida da venda podem ser ações diferentes; confirme os dois registros quando for necessário.
Se não houve prazo combinado, registre o que a pessoa disse sem criar uma data arbitrária. Um contato que precisa conversar com a família talvez peça para procurar a loja quando decidir. A equipe pode acompanhar a situação, mas deve distinguir um retorno prometido de uma tentativa que ainda será planejada internamente.
Faça uma última leitura: o carro visto está correto? A nota descreve a resposta do contato, e não apenas a opinião do vendedor? A etapa combina com o que ocorreu? Há uma tarefa para o retorno prometido? Esses quatro pontos bastam para que a visita deixe um histórico útil.
Se o contato voltar perguntando por outro carro, comece pelo registro da visita. Ele mostrará o que já foi descartado e quais características ainda importam. A equipe pode atualizar a busca sem criar um negócio novo só porque apareceu uma segunda opção.