O Funil transforma a lista de negociações em uma visão do processo comercial. Cada coluna representa uma etapa; cada card representa um negócio aberto. Com ele, a empresa deixa de perguntar apenas “quem falou com esse contato?” e passa a acompanhar “em que ponto está a negociação e o que falta acontecer?”.
O Funil só funciona bem quando as etapas têm significado claro e a equipe as atualiza de acordo com a realidade. Um card parado na coluna errada produz uma visão enganosa, mesmo que a conversa com o cliente esteja ativa.

Abra o Funil para observar a distribuição dos negócios por etapa. Ao selecionar um card, consulte o contato relacionado, o responsável, o histórico, o valor quando informado e as atividades pendentes. Use essa leitura para decidir a próxima ação, e não apenas para mover itens visualmente.
O Funil é uma visão do negócio; o Atendimento é a área em que a conversa acontece. Se precisar entender o que o cliente disse antes de mover uma etapa, abra o histórico de Atendimento e só então atualize o card.
Um negócio pode entrar automaticamente, conforme as regras configuradas pela empresa, ou ser criado manualmente pela equipe quando uma conversa se torna uma oportunidade. A origem muda o momento da criação, mas não muda a necessidade de manter dados consistentes depois.
Antes de criar um novo negócio, verifique se o contato já tem uma negociação aberta. Para a mesma pessoa, atualize a oportunidade existente em vez de criar cards paralelos. Isso evita que responsáveis, etapas e resultados sejam divididos entre registros duplicados.
A etapa de entrada define onde o negócio começa quando é criado. Ela deve representar o primeiro estado comercial que a empresa consegue reconhecer com segurança, como “Novo contato” ou “Aguardando qualificação”. Não use a etapa de entrada para presumir que a venda está avançada.
O responsável indica quem deve conduzir o próximo movimento. Dependendo da configuração, a distribuição pode ser manual ou seguir uma regra da empresa. Quando um negócio mudar de dono, atualize o responsável e registre o contexto necessário para que a transição não force o cliente a repetir informações.
Mova o card quando houver uma mudança concreta: uma necessidade foi entendida, uma proposta foi enviada, uma decisão está pendente ou a negociação foi concluída. Evite mover vários cards de uma vez sem revisar o histórico; isso mascara pendências e reduz a confiança no Funil.
Se a empresa usa uma etapa como “Aguardando cliente”, combine quando o negócio deve voltar a ser revisado. A etapa descreve a situação, mas uma atividade ou uma rotina de acompanhamento garante que o card não seja esquecido.
Um negócio que permanece muito tempo sem mudança merece revisão. O atraso é um sinal de atenção, não uma confirmação de perda. Ao analisar um item parado, confira:
Depois dessa leitura, a equipe pode retomar o contato, agendar retorno, manter o negócio na etapa atual ou concluí-lo corretamente. Não feche uma oportunidade apenas para reduzir a quantidade de cards no Funil.

Administradores configuram as etapas em Configurações. Antes de adicionar, remover ou renomear etapas, descreva o que cada uma significa, qual ação costuma levar o negócio para ela e quem deve usar essa regra. Um Funil curto e compreendido por todos costuma ser mais útil que um processo detalhado demais.
Evite alterar etapas no meio de uma campanha ou sem comunicar a equipe. Negócios já existentes podem precisar de revisão para que continuem classificados corretamente após a mudança.
Marque como ganho quando a venda ou resultado comercial estiver confirmado. Marque como perdido quando a negociação não seguirá e informe o motivo, se solicitado. Esses registros dão base aos relatórios e ajudam a empresa a identificar padrões.
Se o cliente voltar a negociar, avalie a reabertura do negócio concluído antes de criar um novo. A decisão deve preservar o histórico e evitar duplicidade, respeitando a forma como a empresa mede suas oportunidades.